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Às vésperas das eleições, confiança da indústria local permanece positiva

Apesar de ter caído 2,2 pontos na passagem de agosto para setembro, o Índice de Confiança do Empresário Industrial do DF (Icei-DF) segue acima da linha divisória de 50 pontos, que separa confiança de falta de confiança, e continua no patamar dos três meses anteriores, cuja média foi de 51,6 pontos. O índice passou de 54,7 em agosto para 52,5 em setembro. Na comparação com o mesmo período no ano passado, houve recuo de 2,1 pontos.

Os industriais entrevistados para o Icei-DF são questionados sobre as condições atuais e sobre as expectativas para os próximos seis meses no que diz respeito às situações econômicas do País, do Distrito Federal e do próprio negócio. A pesquisa é realizada pela Federação das Indústrias do Distrito Federal (Fibra), em parceria com o Instituto Euvaldo Lodi (IEL-DF) e a Confederação Nacional da Indústria (CNI). O Icei-DF sinaliza mudanças de tendência da produção industrial, uma vez que o empresário confiante tende a aumentar o investimento.

O indicador de condições atuais permanece abaixo da linha divisória. Recuou levemente e passou de 46,9 pontos em agosto para 45,9 em setembro. A variável que mais colaborou para isso foi a economia brasileira, com queda de 2,5 pontos. O indicador de expectativas para os próximos seis meses, por sua vez, está acima da linha dos 50 pontos: diminuiu de 58,6 pontos em agosto para 55,8 em setembro – queda de 2,8 pontos.

O Icei nacional também recuou 0,5 ponto e ficou em 52,8 em setembro. Está 1,3 ponto abaixo de sua média histórica e, comparado com o mesmo período em 2017, caiu 2,9 pontos.

Cenário político

A proximidade das eleições contribuiu para a oscilação do Icei-DF observada ao longo do ano. Os empresários estão cautelosos devido à incerteza do ambiente político, tanto nacionalmente quanto no que diz respeito ao DF, mas se mostram mais confiantes do que em 2014.

Naquele ano, quando também houve eleições, a média do Icei-DF de janeiro a setembro foi de 48,1 pontos. No mesmo período deste ano, a média é de 54,9. “Apesar da crise econômica, mais intensa agora do que em 2014, algumas medidas que aumentaram a segurança jurídica de quem investe no Distrito Federal contribuíram para esse resultado”, acredita o presidente da Fibra, Jamal Jorge Bittar.

Ele cita a Lei Complementar nº160/2017, norma federal que permitirá a convalidação de incentivos aplicados por outras unidades federativas do Centro-Oeste, melhorando as condições para a competitividade da indústria brasiliense; a prorrogação, até 2019, da medida que possibilita fazer o lançamento do ICMS decorrente de importação de máquinas e equipamentos para a indústria em 48 vezes; e o novo Código de Obras do DF, instituído pela Lei nº 6.138/2018.

Texto: Dayane dos Santos
Assessoria de Comunicação do Sistema Fibra

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