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Demanda insuficiente destaca-se como um dos problemas da indústria

A elevada carga tributária, a demanda interna suficiente, a inadimplência dos clientes e as altas taxas de juros foram os problemas mais citados por empresários ao avaliarem os entraves à atividade industrial no Distrito Federal no segundo trimestre do ano. É o que mostra a última edição da Sondagem Industrial do DF.

Pelo terceiro trimestre seguido, a elevada carga tributária liderou o ranking de problemas – foi citada por 69,77% dos entrevistados. A demanda interna insuficiente foi mencionada por 36,05%, enquanto 32,56% destacaram a inadimplência e 25,58%, as taxas de juros.

A baixa demanda da indústria justifica-se pela estagnação da renda, que tem como consequência o fraco desempenho do comércio varejista. Ou seja, não há demanda porque as pessoas não estão com renda suficiente para consumir. Isso cria uma dificuldade maior para a retomada do crescimento da atividade industrial.

Segundo a pesquisa, os empresários permanecem insatisfeitos com a situação financeira de seus empreendimentos, embora o indicador tenha crescido 0,8 ponto na passagem do primeiro para o segundo trimestre e alcançado 43 pontos. O índice segue distante da linha divisória dos 50 pontos, que separa satisfação de insatisfação.

Apesar da insatisfação registrada no segundo trimestre, os empresários estão esperançosos para o segundo semestre de 2019. Em julho, o indicador de expectativas em relação à demanda por produtos cresceu 0,8 ponto se comparado ao mês anterior e alcançou 62,8 pontos. O indicador de expectativas de emprego ficou em 54,4 – caiu 0,9 ponto. Assim, os dois permanecem acima da linha divisória dos 50 pontos, o que indica otimismo. O índice de intenção de investimentos também aumentou, o que sugere maior intenção de comprar máquinas e equipamentos, de construir e de investir em pesquisa e desenvolvimento e em inovação de produto, por exemplo.

Produção em junho

A utilização da capacidade instalada da indústria local alcançou 64% em junho e ficou 4 pontos percentuais abaixo do resultado de maio. Na comparação com junho do ano passado, houve aumento de 2 pontos percentuais. Com isso, o indicador segue oscilando mensalmente em 2019, revelando um quadro de fragilidade da demanda.

A produção ficou em 48,3 pontos, queda de 4,6 pontos na comparação a maio. Com esse resultado, o indicador voltou a ficar abaixo da linha divisória dos 50 pontos. O índice de evolução do número de empregados continua negativo, mas se elevou 2,4 pontos na passagem de maio para junho ao se situar em 48,1 pontos. Na comparação com junho do ano passado, houve aumento de 2,8 pontos. A manutenção do índice abaixo da linha divisória dos 50 pontos sinaliza que as dificuldades de recuperação do mercado de trabalho local permanecem.

Construção civil

A Sondagem da Indústria da Construção mostrou que o nível de atividade caiu levemente em junho após dois meses de crescimento. O indicador ficou em 50,3 pontos, recuo de 1,7 ponto. A utilização da capacidade operacional, por sua vez, teve aumento de 10 pontos percentuais em junho e chegou a 52%.

Os empresários da construção também estão preocupados com a demanda insuficiente e com as taxas de juros elevadas. O indicador de emprego no setor ficou abaixo da linha dos 50 pontos na passagem de maio para junho, acabando com a estabilidade que vinha apresentando havia dois meses.

A Sondagem Industrial do DF e a Sondagem da Indústria da Construção do DF são realizadas mensalmente pela Federação das Indústrias do Distrito Federal (Fibra), em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI). Os últimos levantamentos foram feitos de 1º a 11 de junho.

Texto: Aline Roriz
Assessoria de Comunicação do Sistema Fibra

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