Sesi-DF começa a se adaptar às mudanças no Ensino Fundamental

O Serviço Social da Indústria do Distrito Federal (Sesi-DF) prepara-se para cumprir as exigências do Mi­nis­té­rio da Edu­ca­ção sobre a Base Nacional Comum Curricular. O documento define o que os estudantes devem aprender na Educação Infantil e no Ensino Fundamental. O objetivo é unificar e elevar a qualidade do ensino em todo o território nacional, nas escolas públicas e privadas.

A Base Nacional Comum Curricular foi homologada pelo Ministério da Educação em dezembro de 2017 e deve ser implementada até 2020. Indica às escolas aonde devem chegar e elas se organizam para traçar o caminho. A Base orienta a elaboração dos currículos e das propostas pedagógicas das instituições de ensino, além das políticas para formação de professores, da produção de material didático e da avaliação.

Para fazer as mudanças, o Sesi-DF criou o Programa de Melhoria do Ensino e Aprendizagem (Programe), que vai capacitar os docentes nos processos pedagógicos. As duas unidades educacionais que têm Ensino Fundamental (Gama e Taguatinga) vão se adequar às novas regras para o ano letivo de 2019. “Com as mudanças, teremos melhores condições de ensino para os nossos estudantes e construiremos uma metodologia em que eles desenvolvam técnicas de estudo e o senso crítico”, explica a coordenadora técnica de Educação, Cláudia Rocha.

Além do básico

Nas escolas do Sesi-DF, o currículo básico do Ensino Fundamental, com carga horária de mil horas, é dividido com outras disciplinas, como filosofia e espanhol, ministradas a partir do 6° ano. Além disso, os pais e responsáveis podem optar pelo Programa de Atividades Integradas (PAI), que contempla atividades esportivas, culturais e musicais, oficinas e monitoria pedagógica no contraturno. Outro diferencial é o ensino da robótica e do inglês nas séries iniciais – o idioma só é obrigatório a partir do 6° ano.

“O sistema de educação do Sesi trabalha, além das componentes curriculares, raciocínio lógico e artes, que possibilitam crescimento pessoal e colaboram para socialização da criança”, afirma Cláudia.

Base Nacional Comum Curricular

Considerando as especificidades da unidade federativa ou do município, cada Secretaria de Educação poderá incluir no projeto político pedagógico conteúdos específicos com base na sua realidade, como a história de tradições indígenas.

Para os anos iniciais do Ensino Fundamental (do 1° ao 5° ano), a Base Nacional Comum Curricular valoriza situações lúdicas de aprendizagem e a alfabetização nos dois primeiros anos. Já para os anos finais, são obrigatórios o inglês como língua estrangeira e o aprofundamento das disciplinas.

Desde a Constituição Federal de 1988, no Artigo 210, já se reconhecia a necessidade da fixação de conteúdos mínimos para o Ensino Fundamental, a fim de assegurar a formação básica comum.

Em 1996 entrou em vigor a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, que determinou que os vários níveis de governo estabelecessem competências e procedimentos para nortear os currículos. Em 2014, o Plano Nacional de Educação reafirmou a necessidade de estabelecer diretrizes pedagógicas para a educação básica e de criar um sistema que orientasse todas as unidades escolares da Federação. Em 2015, o ministério começou a desenvolver a Base Nacional Comum Curricular.

A primeira versão do documento contou com contribuição da sociedade civil, de organizações e de entidades científicas, por meio de debates e seminários em todo o país.  O texto foi aperfeiçoado com o apoio do Conselho Nacional de Secretários de Educação e da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação. Consolidada a versão final, o documento foi entregue ao Conselho Nacional de Educação, que o discutiu em audiências públicas antes da homologação pelo ministério.

Em relação ao Ensino Médio, a reforma está em andamento. Segundo o Ministério da Educação, o documento deve estar pronto ainda neste primeiro semestre.

Veja na íntegra o documento.

Texto: Dayane dos Santos

Foto: Cristiano Costa/ Sistema Fibra