Sesi-DF estreia no torneio F1 in Schools

De 15 a 17 de março, quatro estudantes da escola do Gama do Serviço Social da Indústria (Sesi) vão participar da etapa nacional do F1 in Schools, campeonato apoiado pela Fórmula 1 e realizado em diversos países. É uma competição multidisciplinar que desafia os estudantes a desenvolverem habilidades práticas de empreendedorismo e de tecnologia. Participarão 18 equipes de alunos do Sesi, representando 15 unidades da Federação, das quais apenas uma seguirá para a etapa mundial, prevista para o segundo semestre.

O torneio nacional será no Pier Mauá, na cidade do Rio de Janeiro, e vai fazer parte de um evento maior, com outras competições entre jovens organizadas pelo Sesi. No Brasil, o desafio F1 in Schools é gerenciado pela Associação Projetando o Futuro. Os alunos se organizam em equipes e recebem a tarefa de montar escuderias que atuam como uma empresa no preparo para a competição. A banca de avaliação é como um grupo de investidores que analisa os portfólios, as ações nas mídias sociais, a gestão de orçamento e finanças e o marketing. Na criação dos protótipos, os alunos projetam e constroem carros de corrida com a melhor aerodinâmica e o melhor desempenho possíveis.

A equipe do Sesi Gama chama-se Team Colibri e é formada por Bárbara Inaba, de 16 anos, estudante da 3ª série do Ensino Médio; Catharina Farias, 17, egressa da escola (era aluna à época da inscrição na competição, no ano passado); Lucas Sampaio, 17, estudante da 3ª série do Ensino Médio; e Pietra Nicolazzi, de 16 anos, estudante da 2ª série do Ensino Médio.

As equipes inscritas na F1 in Schools têm de três a seis alunos, que devem ter de 9 a 16 anos no momento da inscrição. Além disso, cada uma precisa ter pelo menos um professor que atue como mentor. No caso da Team Colibri, quem cumpre esse papel é o coordenador de Robótica do Sesi-DF, Atos Reis.

Os times precisam projetar, construir e competir com carros-modelo baseados nos carros da F1, manufaturados em um bloco de polímero e movidos a gás carbônico. Além disso, os alunos devem desenvolver um projeto social e três planos, sendo um de negócio, um de marketing e mídias sociais e outro de patrocínio. “O desafio inspira os alunos a usar o projeto para aprender sobre física, aerodinâmica, gráficos, liderança, trabalho em equipe, patrocínios, marketing e estratégia financeira”, afirma o interlocutor de Tecnologias Educacionais no Sesi-DF, Benedito Aragão.

Etapas de avaliação

  • Plano de negócio: a equipe precisa explicar como se organizou, reportando os desafios encontrados e como foram vencidos, aspectos técnicos e inovadores dos projetos, conceitos de aerodinâmica, patrocínios alcançados e emprego das receitas.
  • Design: criação do projeto de um carro de F1 do futuro usando software CAD 3D (Computer Aided Design), com as especificações estabelecidas pela organização do torneio.
  • Análise: momento em que técnicas aerodinâmicas são analisadas para melhorar o coeficiente de arrasto em um túnel de vento virtual utilizando Dinâmica dos Fluidos Computacional (CFD).
  • Construção: usando o software 3D CAM (Computer Aided Manufacture), a equipe avalia a estratégia de usinagem mais eficiente para fazer o carro e, em uma máquina CNC, o design do carro será transformado em um carro físico.
  • Teste: a aerodinâmica é verificada em túneis de vento e fumaça.
  • Pit booth: a equipe monta um display informativo mostrando seu trabalho em todas as etapas do projeto.
  • Despachantes: os carros são submetidos ao parc ferme, onde os juízes examinam todas as dimensões para verificar se estão de acordo com o regulamento.
  • Julgamento de engenharia: os juízes questionam as equipes sobre como seus carros foram fabricados e por que determinados projetos foram escolhidos.
  • Apresentação verbal: os alunos preparem uma apresentação para um painel de jurados explicando todos os aspectos do desafio.
  • Avaliação de portfólio: a apresentação dos portfólios de negócio, de marketing e mídias sociais e de patrocínio.
  • Corrida: momento em que a equipe coloca o carro para correr em uma pista de 25 metros.

A corrida vale 20% da pontuação do campeonato. Antes de colocar os carros na pista, é preciso cumprir uma série de critérios mínimos de medida e de aerodinâmica. Alguns desses pontos não são obrigatórios, mas ajudam a conquistar outras etapas. “Não é obrigatório fazer um teste em túnel de vento, mas, se for feito, a equipe consegue justificar melhor a aerodinâmica do carro”, explica Benedito Aragão.

Associação Projetando o Futuro

O principal objetivo do torneio é mudar as percepções dos jovens em relação a ciência, tecnologia, engenharia e matemática, criando um ambiente de aprendizado divertido e excitante para eles desenvolverem uma visão informada sobre carreiras em engenharia, Fórmula 1, ciência, marketing e tecnologia. A associação é uma entidade sem fins lucrativos dedicada a projetos educacionais que ofereçam aos alunos oportunidades de desenvolver práticas de empreendedorismo, uso de programas de engenharia, acesso a tecnologias modernas e contato com empresas de diversas áreas permitindo vivenciar experiências fora das paredes das escolas.A F1 nas Escolas surgiu há 17 anos na Inglaterra. No Brasil, esta será a quarta edição, sendo a primeira organizada pelo Sesi. 

Texto: Aline Roriz
Foto: Divulgação F1
Assessoria de Comunicação do Sistema Fibra

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