F1 nas Escolas estimula o empreendedorismo

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Uma equipe do Serviço Social da Indústria do Distrito Federal (Sesi-DF) participa, neste fim de semana, do Torneio Sesi F1 nas Escolas, uma das categorias em disputa no Festival Sesi de Robótica, no Rio de Janeiro. Competem 17 grupos de 13 unidades da Federação, que se organizam como se fossem escuderias da Fórmula 1. Os competidores tiveram como missão construir carros de no mínimo 50 gramas, além de elaborar um plano de negócios, um de marketing e um de mídias sociais. A equipe vencedora do torneio nacional garantirá a classificação para a etapa mundial, no fim de novembro, em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes.

A Colibri é formada por três alunos e uma ex-aluna do Sesi Gama. O time inspirou-se no pássaro para criar a aerodinâmica do carrinho e buscar o posto de mais veloz do campeonato. Os integrantes são Bárbara Inaba, de 16 anos, da 3ª série do Ensino Médio; Catharina Farias, de 17, egressa da escola (era aluna à época da inscrição, no ano passado); Lucas Sampaio, de 17, da 3ª série do Ensino Médio; e Pietra Nicolazzi, de 16 anos, aluna da 2ª série.

Todas as equipes receberam um bloco igual para fazer os carros e precisaram usar conhecimentos de Design, Física, Química e Matemática. Os protótipos são feitos de poliuretano expandido e passaram por usinagem e pintura. Os jovens puderam utilizar outros recursos para finalizar o carro. No caso da equipe do DF, fizeram as rodinhas de madeira e os aerofólios em impressora 3-D. O carrinho ficou com 84 gramas.

f1 nas escolasA largada simula uma corrida de Fórmula 1, com cinco luzes vermelhas sendo acesas. Quando elas se apagam, o competidor deve apertar o botão do disparador, que aciona uma agulha e fura o cilindro de gás carbônico concentrado para disparar o carro. Os veículos atingem até 90 km/h na largada e podem percorrer os 20 metros de pista em uma média de até 70 km/h.

“Hoje foi a primeira vez que colocamos o carrinho na pista e estamos com boas expectativas pela aerodinâmica que criamos. O nosso carro começa maior e vai afinando na ponta. Por causa do contato menor com o vento na parte mais fina, ele tem mais estabilidade e, consequentemente, consegue ter maior velocidade”, explicou Lucas Sampaio.

Neste sábado, as equipes colocaram os carrinhos na pista oito vezes – quatro pela manhã e quatro no período da tarde. Foram analisados o tempo de reação do piloto para apertar o botão que dispara o carro e a velocidade a que os veículos percorreram a pista. As disputas de hoje valeram para definir quem enfrentará quem no último dia do torneio. Amanhã pela manhã, a competição será em formato de mata-mata. O carro que fizer o pior tempo estará fora da corrida, mas não do torneio.

A pontuação se baseará no resultado de um conjunto de ações, incluindo a elaboração e a apresentação dos portfólios de negócios, de marketing e de mídias sociais, a ação social e a montagem do estande. “Queremos mostrar aos competidores que a corrida é muito mais que o carrinho. Já aconteceu de equipes serem brilhantes no carro e perderem o campeonato, porque o estande estava malfeito e o portfólio era ruim”, explica o coordenador da F1 nas Escolas, Waldemar Battaglia, representante oficial no Brasil do projeto F1 in Schools. Esta é a quarta vez que a competição é realizada no País, mas a primeira promovida pelo Sesi. Ainda de acordo com Battaglia, o objetivo do projeto é expor os alunos ao maior número possível de tecnologias usadas para a indústria.

Veja aqui a galeria de imagens.

Texto: Aline Roriz – com informações da Agência CNI
Fotos da equipe e do lançamento do carro: José Paulo Lacerda
Foto da placa de lançamento: Guarim de Lorena
Assessoria de Comunicação do Sistema Fibra

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