Veja os projetos das equipes do Sesi-DF para a temporada 2025/2026 de disputas de robótica

etapa regional do Torneio Sesi de Robótica Foto Lula Lopes Sistema Fibra 7.11.2025As 30 equipes participantes da etapa do Distrito Federal do Torneio Sesi de Robótica First Lego League Challenge (FLLC) já estão no Sesi Taguatinga para os dois dias de competições. As disputas começaram na manhã desta sexta-feira, 7 de novembro, e seguem até sábado (8), com muita alegria, diversão, tecnologia e desafios com robôs autônomos elaborados e programados com a tecnologia Lego.

O torneio regional é realizado pelo Serviço Social da Indústria do DF e pela Federação das Indústrias do DF (Fibra). Competem 20 equipes de escolas públicas e dez de instituições privadas — destas, cinco são da Rede Sesi-DF de Educação (saiba mais abaixo). As equipes mais bem colocadas competirão no ano que vem na etapa nacional.

O início da manhã foi dedicado à organização dos pits. Cada grupo, formado por competidores de 9 a 15 anos, usou a criatividade para produzir um ambiente que mostre ao público a identidade do time. É no pit que a equipe compartilha o que preparou para a temporada e apresenta aos juízes o projeto de inovação, um dos quatro quesitos avaliados do torneio. Os outros são desafio do robô, design do robô e core values (valores essenciais).

No projeto de inovação, os estudantes devem identificar um problema real dentro da temática da temporada e apresentar uma solução. First Age é o grande tema das competições de 2025/2026, unindo o nome da organização estadunidense First, que promove as competições, e a palavra em inglês que se refere a eras arqueológicas. Jovens de várias partes do mundo são desafiados a explorar os mistérios da arqueologia e a trabalhar em equipe utilizando ciência, tecnologia, engenharia e matemática.

Saiba quais são as soluções pensadas pelas cinco equipes da Rede Sesi-DF de Educação, todas formadas por alunos dos anos finais do Ensino Fundamental:

Equipe Atomics Foto Lula Lopes 03112025

A equipe Atomics criou a Película Removedora Inorgânica de Minerais em Amostras (Prima), solução química desenvolvida para limpeza de resíduos que possam estar impregnados nas amostras colhidas por arqueólogos. “A gente identificou que os profissionais precisam descontaminar as amostras para que os estudos não sejam inexatos. A Prima é composta por sílica coloidal, carbopol e água destilada, materiais que não alteram a amostra, apenas a descontaminam”, explica Clara Fleury, de 14 anos.

Integram a Atomics os estudantes do Sesi Taguatinga Beatriz Ariádne Santos, Clara Fleury, Guilherme Luan Rodrigues, Ícaro Augusto do Prado, Letícia Estevam e Letícia Santana, orientados pelos professores João Mateus Nascimento (técnico titular) e André Mota (técnico suplente). O time tem o apoio do mentor Filipe William Cavalcante, estudante do Ensino Médio do Sesi-DF e ex-competidor da FLLC.

Equipe Aion x Foto Lula Lopes 03112025

A Aion-X, do Sesi Taguatinga, desenvolveu o Estojo Inflável para Transporte de Artefatos Arqueológicos (Eitaa Bag) — conjunto de compartimentos para transporte de artefatos arqueológicos que, com uma barreira de ar, os protege contra choques e impactos. “O problema encontrado foi a falta de ferramentas adequadas para transportar os artefatos, que são frágeis. Nossa ideia é uma boia revestida por tecido ecologicamente amigável e antimicrobiano, que permite o transporte de forma segura e prática”, detalha Laura Alcantara, de 13 anos.

Fazem parte da Aion-X os alunos Ágatha Paixão, Felipe Consuegra, Laura Alcantara, Rennan Queiroz e Samuel Lino. O grupo tem o suporte dos técnicos Luiz Paulo Vieira (titular) e Gabriel Fortunato (suplente), além do mentor Gabriel Antunes, físico e ex-aluno do Sesi-DF.

Equipe Albatroid Foto Lula Lopes 03112025

Também do Sesi Taguatinga, os alunos da Albatroid planejaram uma solução para ajudar profissionais na busca por artefatos antes das escavações em sítios arqueológicos. É o Bingo, acrônimo para Busca de Indícios de Grande Porte Ocultos. Isabela Brito, de 11 anos, conta como funciona o protótipo, formado por um bastão com alças: “São três caixinhas, uma maior no meio, onde está o Arduino [plataforma de prototipagem eletrônica], e duas pequenas nas extremidades, onde ficam os sensores magnéticos. Os sensores escaneiam o solo e emitem sinais para o arqueólogo identificar de forma visual e sonora que algo foi encontrado”.

O grupo é formado pelos estudantes Isabela Brito, João Victor Ataides, Júlia Miranda, Julia Sousa e Matheus Gomes. O professor André Mota é o técnico titular e João Mateus Nascimento, o suplente. Apoia a Albatroid como mentor o estudante do Ensino Médio do Sesi-DF e ex-competidor da FLLC Filipe William Cavalcante.

Equipe Lego Field Foto Lula Lopes 31102025

O transporte de artefatos também foi o foco dos estudantes da equipe Lego Field, do Sesi Gama. Eles pensaram em uma caixa de bioplástico feito de cera de abelha com própolis, revestida internamente por espuma. À ideia, o time deu o nome de Arcoves, um anagrama a partir da palavra acervos. “Ele tem resistência mecânica e química, protege o que estiver dentro de variações climáticas e é antifúngico e antimicrobiano”, descreve Carolina dos Santos, de 13 anos.

O grupo é formado por seis alunos: Artur dos Santos, Benjamin Soares, Carolina dos Santos, Kaio Camara, Kalebe Carneiro e Murilo Macêdo. A orientação é feita pelos professores Marcelo Miranda e Régis Andersen, respectivamente técnico titular e suplente. O ex-aluno e ex-competidor do Sesi-DF Hugo Yoshiharu apoia como mentor.

Equipe Lego of Olympus Foto Lula Lopes 31102025

A Lego of Olympus, do Sesi Gama, pensou em uma proposta de aprendizagem imersiva que une arqueologia, tecnologia e gamificação. É o Dig Quest — Escavando o Futuro. Por meio da plataforma Minecraft Education, os estudantes desenvolveram um mapa interativo que recria importantes referências arqueológicas brasileiras: o Sítio Arqueológico da Serra da Capivara, no Piauí, a Gruta do Maquiné, em Minas Gerais, e o Museu das Missões, no Rio Grande do Sul. “Nosso jogo é atrativo para que crianças possam saber mais sobre arqueologia e se interessar pela área. É importante aprender sobre o passado para entender o futuro”, argumenta Júlia Sales, de 13 anos.

O grupo é formado pelos estudantes Abner Cosme, Ana Luísa Moraes, Aquiles Lobato, Júlia Araújo, Júlia Sales e Murillo Freitas. São técnicos os professores Manuel Guerra (titular) e Eduardo Costa (suplente). Mateus Felipe Lima, ex-aluno do Sesi-DF, apoia como mentor.

Texto: Samira Pádua
Fotos: Lula Lopes/Sistema Fibra 
Assessoria de Comunicação do Sistema Fibra