Equipes do Sesi-DF trabalham competências socioemocionais no projeto Conectados com a Robótica

12 11 2025 Conectados com a Robótica no Vira Vida Foto Victor Hugo Pessoa CAPA 11A quatro meses da etapa nacional de competições, integrantes das equipes de robótica do Serviço Social da Indústria do Distrito Federal (Sesi-DF) ajustam robôs e projetos. Na corrida contra o tempo para aperfeiçoar as entregas, as emoções também são um ponto a ser desenvolvido.

Na temporada 2025/2026, a Rede Sesi-DF de Educação tem dez equipes competidoras em torneios de robótica: cinco na modalidade First Lego League Challenge (FLLC), duas na First Robotics Competition (FRC) e três na Stem Racing. Na tarde dessa quarta-feira, 12 de novembro, todas participaram do último encontro do ano do projeto Conectados com a Robótica, executado pelo Programa Conexão, do Sistema Fibra, que, além do Sesi-DF, inclui a Federação das Indústrias do DF (Fibra), o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial do DF (Senai-DF) e o Instituto Euvaldo Lodi do DF (IEL-DF).

“Acreditamos que só conseguimos fazer equipes vencedoras se trabalharmos, além da questão técnica, as competências socioemocionais”, afirma a gerente de Desenvolvimento e Tecnologia Educacional do Sesi-DF, Thaysa Tonhá.

Iniciado no ano passado, o projeto Conectados com a Robótica é alinhado aos princípios praticados pela Rede Sesi-DF de Educação para o desenvolvimento de competências socioemocionais nos estudantes e alicerçado em bases como o ciclo do desenvolvimento humano e os pilares da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, a Unesco.

O encontro desta semana, no Sesi São João XXIII, no Gama, foi o sexto de uma série iniciada em julho. “Um momento para relaxar, comemorar o que passou e fechar um ciclo”, detalha Thaysa. O ciclo ao qual ela se refere é a etapa regional de disputas da FLLC, ocorrida em 7 e 8 de novembro. Na competição, três das cinco equipes do Sesi-DF se classificaram para o Festival Sesi de Educação, marcado para o mês de março, em São Paulo.

A pausa como estratégia
No projeto Conectados com Robótica, são trabalhados com alunos e técnicos dos times temas como confiança, autoestima e fortalecimento da saúde mental. O último encontro de 2025 começou com o compartilhamento de experiências entre os participantes e se encerrou com um relaxante escalda-pés. Para Letícia Santana, de 11 anos, esses momentos contribuem para o descanso da mente. “São encontros importantes para nos ajudar a manter a cabeça mais leve, a não ficar pensando toda hora no trabalho. Dar uma pausa no que se está fazendo é muito bom e deixa a gente até mais focado”, avalia a estudante do 6º ano do Ensino Fundamental do Sesi Taguatinga, que integra a equipe Atomics, uma das classificadas para a próxima fase.12 11 2025 Conectados com a Robótica no Vira Vida Foto Victor Hugo Pessoa CAPA 29

Empolgada, Letícia já imagina a disputa com equipes de diversas partes do País: “Será uma experiência muito legal. Querendo ou não, vai surgir aquele nervosismo, mas a gente não pode deixar isso atrapalhar”, diz.

João Victor Ataides, de 15 anos, é da equipe Albatroid, que conquistou o prêmio principal do torneio regional e também se classificou para o Festival Sesi de Educação. O aluno do 9º ano do Ensino Fundamental do Sesi Taguatinga consegue observar na prática a importância das pausas para a eficiência do trabalho individual e em grupo.

“Na preparação para o torneio regional, a gente não estava conseguindo realizar a programação de um equipamento, estava nesse processo havia um bom tempo. Então demos uma pausa de dez minutos, refletimos de forma leve e conseguimos resolver”, conta, ao explicar que a equipe da qual faz parte utiliza o método pomodoro como técnica de gestão de tempo para alternar momentos de treino e de descanso. João Victor destaca, ainda, o valor do autoconhecimento e da união, conceitos abordados no projeto Conectados com a Robótica.12 11 2025 Conectados com a Robótica no Vira Vida Foto Victor Hugo Pessoa CAPA 31

Além das três equipes da FLLC classificadas para o Festival Sesi de Educação, os três times da Stem Racing do Sesi-DF concorrerão, em dezembro, a duas vagas para a disputa. Uma das equipes da FRC competirá no festival e a outra, em torneio semelhante, que também ocorrerá em março, em São Paulo. As equipes com melhores resultados poderão competir em torneios internacionais.

Texto: Samira Pádua
Fotos: Victor Hugo Pessoa/Sistema Fibra
Assessoria de Comunicação do Sistema Fibra