Quatorze equipes participam da Copa Sesi de Foguetes
- Detalhes
- Última Atualização: Quinta, 20 Novembro 2025 15:50
Na manhã desta quarta-feira, 19 de novembro, 14 equipes de estudantes do Ensino Médio — de escolas públicas e privadas — estarão reunidas no Taguaparque, em Taguatinga, para uma disputa que envolve ciência e criatividade. A partir das 9 horas, os adolescentes lançarão foguetes de garrafa PET e outros materiais recicláveis que eles mesmos projetaram. O objetivo é alcançar a maior distância horizontal possível, com propulsão baseada na reação entre vinagre (4% de ácido acético) e bicarbonato de sódio.
A Copa Sesi de Foguetes começou nesta terça-feira, dia 18. Desde o início da manhã, estudantes estão reunidos na escola de Taguatinga do Serviço Social da Indústria do Distrito Federal (Sesi-DF) para a competição, que também os desafia a apresentar projetos que contribuam para a promoção da ciência no ambiente escolar ou em sua comunidade. Após a abertura oficial, os grupos fizeram a montagem dos pits — estandes onde são expostos os foguetes — e à tarde passam pelas avaliações de projetos científicos.
Os competidores assistiram, ainda, à palestra Ciência em Órbita: Explorando os Fundamentos da Astronáutica e da Astronomia, com o professor de Física Diones Araújo. O educador apresentou as definições e principais diferenças entre astronomia e astronáutica. Também exibiu uma linha do tempo com os principais marcos históricos de estudos terrestres até a exploração espacial.
O público que visita o Sesi Taguatinga durante a Copa Sesi de Foguetes, além de conhecer os foguetes desenvolvidos pelos competidores, pode participar de oficinas. Nesta quarta, as oficinas serão a partir das 13h30. Duas delas são ministradas por equipes de robótica da Rede Sesi-DF de Educação. A equipe Lobo Canindé, da modalidade Stem Racing, está responsável por uma oficina de modelagem em 3D. A Federal Force e a Robot’s District, da categoria First Robotics Competition (FRC), conduzem uma oficina de foguetes de papéis. O Sesi Lab — museu de arte, ciência e tecnologia — integra a programação voltada aos visitantes com as oficinas Aerogeradores e Treme-Treme, que tratam de eficiência energética e circuito elétrico simples, respectivamente.
Após o lançamento dos foguetes no Taguaparque, todos retornarão ao Sesi Taguatinga no período da tarde para o anúncio das equipes vencedoras. Os competidores serão avaliados em cinco categorias: maior distância de lançamento, base mais segura, melhor design técnico, melhor desempenho na apresentação e melhor projeto científico.
Tecnologia e inovação na educação
As equipes que participam da Copa Sesi de Foguetes são formadas por alunos do Ensino Médio de escolas públicas e privadas do DF. Cada uma tem até quatro integrantes, sendo um deles o professor-orientador, que tem a função de técnico.
Realizada pelo Sesi-DF com o apoio do Conselho Nacional do Sesi, a ação visa despertar o interesse de jovens por Física, Química, Matemática, Engenharia e Astronáutica, além de desenvolver habilidades maker e competências socioemocionais.
Para Felipe Lindemberg, de 16 anos, aluno da 2ª série do Centro de Ensino Médio 804 do Recanto das Emas, a competição vai muito além da construção do foguete. “Temos de aprender cálculo para fazer a medida certa da mistura química que dará a propulsão do lançamento e estudamos aerodinâmica, por exemplo. É uma infinidade de assuntos e disciplinas, que se unem em um só propósito”, sintetiza o integrante da equipe Fogueteiros do Recanto.
Na manhã desta terça (18), na abertura do evento, o superintendente regional do Sesi-DF, Marco Secco, explicou que a tecnologia e a inovação também são ferramentas de ensino. “Por isso iniciativas como esta contribuem para uma formação integral, pois vocês são incentivados a criar projetos que mesclem pesquisa científica e criatividade. É a oportunidade de explorarem outros universos, ao colocar em prática a teoria de sala de aula”, disse.
Para o presidente do Conselho Nacional do Sesi, Fausto Augusto Junior, a Copa Sesi de Foguetes cumpre um importante papel ao aproximar os estudantes da cultura científica e das áreas STEAM [acrônimo em inglês com as iniciais de Ciências, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática]. Ele destaca que a iniciativa amplia o repertório dos jovens, estimula a curiosidade e fortalece competências que serão decisivas para sua formação e para futuras escolhas acadêmicas e profissionais. “A competição cria um ambiente em que o estudante experimenta, erra, ajusta e aprende. Esse processo desperta vocações e mostra que a ciência está ao alcance de todos”, afirma.
[Atualização em 19 de novembro, às 19h28: Ao contrário do que foi informado anteriormente, participaram da competição 14 equipes e não 12.]




