Quatro projetos do Distrito Federal são aprovados no Inova Tec

Sessenta e duas empresas brasileiras poderão desenvolver projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação para o programa Inova Tec – quatro delas são do Distrito Federal. O programa estimula instituições de ensino a executarem projetos que atendam a necessidades reais do mercado, aperfeiçoando processos e aumentando a produtividade desses empreendimentos.

No fim do ano passado os interessados se inscreveram no programa, que colocou à disposição 200 bolsas de iniciação tecnológica e industrial a estudantes de curso superior ou tecnológico, além de auxílios à pesquisa para os professores que orientarão o trabalho.  

Trinta por cento dessas bolsas foram destinadas a projetos das Regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste. As pequenas e as médias empresas tiveram prioridade. O Distrito Federal enviou quatro propostas, todas aprovadas.

O Instituto Euvaldo Lodi do Distrito Federal (IEL-DF) foi o responsável por receber as propostas e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), por fazer a avaliação dos projetos.

Aprovados

A empresa Intech – Soluções em Tecnologia da Informação apresentou, em parceria com o Centro Universitário de Brasília (UniCEUB), um projeto para verificar a viabilidade técnica da aplicação de recursos de inteligência artificial na área de atendimento dos clientes. A ideia é facilitar a interação, por meio de um sistema mais eficiente. “O Inova Tec permite networking entre o mercado e a academia, além da troca de experiências”, afirma o gerente de Projetos da empresa, Rafael Moraes (foto).

O empreendimento atende a instituições de fundo de pensão, que buscam automatização e rapidez nas ferramentas de pesquisa. “Precisamos do direcionamento do professor para nos dizer qual a melhor tecnologia, nos aspectos financeiro e técnico.”

A Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb), em parceria com a Universidade de Brasília (UnB), inscreveu um projeto de automação da medição da bancada de aferição de hidrômetros. A automação será baseada em visão computacional, que permite o gerenciamento remoto e o monitoramento da rede pela internet. O objetivo é uma gestão mais eficiente da distribuição e do consumo de água e também da redução de vazamentos.

A empresa Light Base – Consultoria em Software Público, em parceria com o UniCEUB, apresentou o Light Base as a Cloud Plataform (LBCP). Será uma plataforma em nuvem que visa a oferecer ao usuário a capacidade de criar aplicações com funcionalidades que não são encontradas em um banco de dados relacional (itens organizados como um conjunto de tabelas). A proposta vai aumentar a velocidade das pesquisas e permitir que uma palavra digitada errada ou de forma incompleta em uma consulta seja encontrada no banco.

A Telemikro foi aprovada com um projeto de inteligência artificial e aprendizado de máquina aplicados a análise de faturas e à recomendação de planos telefônicos, também em parceria com o UniCEUB. O objetivo é selecionar tecnologias cognitivas disponíveis no mercado que possibilitem desenvolver planos telefônicos adequados às necessidades dos clientes.  

Investimento

As empresas selecionadas pagarão uma taxa de R$ 1,8 mil pelo serviço do IEL e mais R$ 4,8 mil pelo auxílio ao professor que coordenará o projeto. O repasse aos docentes será feito pelo CNPq, também responsável pelo custeio integral das bolsas pagas aos estudantes.

Os projetos serão executados no período de 12 meses, a partir de março.

Texto: Dayane dos Santos

Fotos: Cristiano Costa/Sistema Fibra

Assessoria de Comunicação do Sistema Fibra

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