IEL-DF e Sesi-DF reúnem empresas para sensibilizá-las sobre compliance

[Errata - 20/8 - Diferente do que havíamos publicado inicialmente, a obrigatoriedade do programa de integridade será exigida para contratos com valores superiores a R$ 176 mil, e não de R$ 80 mil a R$ 650 mil.] 

Trinta e seis empresários se reuniram na tarde dessa quarta-feira (15) na Federação das Indústrias do DF (Fibra) para entender a importância da implementação de um programa de compliance e conhecer normas legais e regulamentares envolvidas nos processos. O encontro foi promovido pelo Serviço Social da Indústria (Sesi-DF), em parceria com o Instituto Euvaldo Lodi (IEL-DF).

No DF, a partir de junho de 2019, só empresas que tiverem programas de compliance poderão fazer contratos com a administração pública local. A obrigatoriedade foi estabelecida pela Lei nº 6.112 e vale para contratos, consórcios, convênios, concessões e parcerias público-privadas com prazos iguais ou superiores a 180 dias e com valores superiores a R$ 176mil

O conceito do termo em inglês compliance se refere a estar em conformidade com a lei e a adotar processos éticos, transparentes, de controle e de qualidade. Ao longo da tarde, os participantes assistiram a três palestras sobre o tema, ministradas pela coordenadora do Núcleo de Gestão da Inovação do IEL-DF, Neiane Andreato, pelo diretor de Operações da Inovecom, Wagner Chagas, e pelo diretor executivo da Midnal, Sanclé Albuquerque. Ambas as empresas prestam serviços na área de compliance.

A implementação de um programa de compliance auxilia as empresas no processo de gestão, aumentando o controle e os padrões de qualidade do atendimento ao focar critérios como ética e transparência: “Hoje, o custo das empresas do Brasil é muito alto e um dos motivos é a corrupção, que afasta novos investimentos. Os programas são importantes para que as empresas atuem em conformidade com a ética, independentemente de legislação”.

Para Wagner Chagas, um dos principais benefícios dos programas de compliance é o controle dos custos. “Quando existe processo, é possível estimar os custos do início ao fim. Ou seja, não é só uma questão de transparência, é algo que traz benefícios para a gestão é vai ajudar muitas empresas a parar de sobreviver e a começar a prosperar.”

Euni Santos, compliance officer do Grupo Ferreira Souza, foi um dos participantes do encontro. São oito empreendimentos pelo Brasil, que prestam serviços à administração pública. Ele conta que a adoção do programa de integridade ainda está no começo. “A ideia é fazer a implementação em uma das empresas do grupo e depois replicar para as demais. O maior desafio, neste início, é mapear os processos, mas já percebemos avanços.”

palestra compliance 1

O IEL-DF, por meio de seus núcleos de Gestão da Inovação e de Carreiras, oferece consultorias a empresas interessadas em instituir programas de compliance. As ações são desenvolvidas de acordo com o porte e com as especificidades de cada empreendimento. Para obter mais informações, entre em contato com o SAC/Ouvidoria do Sistema Fibra pelo telefone (61) 4042-6565.

Veja mais imagens da palestra no link.

Texto: Aline Porcina
Fotos: Moacir Evangelista/Sistema Fibra
Assessoria de Comunicação do Sistema Fibra

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