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Capacitação sobre introdução à exportação é a primeira atividade do ciclo de 2026 do Exporta DF

28 4 2026 1º Encontro Presencial da 1ª Etapa do Exporta DF Brasilia Tech Foto Bruno Frauzino 1 de 1.jpgUm encontro na tarde de terça-feira, 28 de abril, marcou o início das atividades da terceira edição do Exporta DF, projeto desenvolvido pela Federação das Indústrias do Distrito Federal (Fibra) para apoiar micro e pequenas indústrias na entrada e na consolidação em mercados internacionais. No ciclo de 2026, chamado de Brasília Tech, são atendidas indústrias de tecnologia da informação e comunicação.

A capacitação, no edifício-sede da Fibra, consistiu em uma introdução à exportação de serviços digitais. Foi a primeira de uma série de cinco oficinas realizada com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) no DF, um dos parceiros desta edição. A condução das oficinas é do internacionalista Felipe Seabra, consultor do Sebrae no DF.

Na primeira capacitação, Seabra conversou com os participantes sobre o funcionamento e as oportunidades do mercado internacional. Também apresentou ferramentas que trazem dados oficiais sobre comércio exterior, que podem auxiliar no momento de traçar estratégias de acesso a novos mercados. “Nem sempre o maior mercado é o melhor. Às vezes, quando a concorrência faz zigue, a gente tem que fazer zague. Então, a grande questão é: este mercado é realmente o mais importante para mim ou eu posso vislumbrar novos mercados, ser disruptivo, inovar e me diferenciar a nível global? É isso que a gente vai aprender”, explica.

Entre os temas que serão abordados nos próximos encontros estão preparação interna — estrutura, portfólio e documentação —, inteligência comercial, escolha de mercado-alvo e promoção comercial.

A abertura do encontro foi feita pelo vice-diretor de Assuntos Institucionais e Governamentais da Fibra, Paulo Eduardo Montenegro de Ávila e Silva, responsável pelo Centro Internacional de Negócios (CIN-DF), área da Federação que apoia indústrias nos processos de internacionalização. Ele falou sobre a importância de se criar nas empresas a cultura de mercado internacional. “Existem questões a serem trabalhadas na mente de quem gere o negócio e dentro da empresa para que ela se candidate a participar do mercado internacional de forma efetiva”, disse. O diretor destacou o papel do Exporta DF na formação de bases de negócio e de gestão.

O Exporta DF é organizado em uma trilha de três etapas. Neste ciclo, a primeira etapa consistirá em capacitações sobre fundamentos da internacionalização de soluções digitais. Na segunda etapa, haverá uma imersão de conhecimento para adaptação de soluções empresariais às tendências internacionais e às tecnologias emergentes. Na última fase, o foco serão ações voltadas à conexão com mercados externos, à identificação de oportunidades de negócios e ao estabelecimento de parcerias estratégicas internacionais. A previsão é que as atividades ocorram até novembro.

28 4 2026 1º Encontro Presencial da 1ª Etapa do Exporta DF Brasilia Tech Foto Bruno Frauzino 1 de 2Frederico Ribeiro (foto) é um dos participantes do novo ciclo do Exporta DF. Ele é sócio da startup Alimu – Alimente o Mundo com um Gesto. A empresa brasiliense produziu um software por assinatura voltado ao gerenciamento de dados sobre alimentos para indústrias e compradores, incluindo a rastreabilidade da produção e informações regulatórias brasileiras e de outros países. “O Exporta DF pode contribuir muito. Eu já participei do processo de internacionalização de outra startup e errei, a gente perdeu oportunidade. Agora, queremos chegar mais bem estruturados”, afirma. Alguns passos para esse processo Ribeiro já deu, como adequar o conteúdo para diferentes idiomas.

Sobre o projeto
O Exporta DF é operado pela Fibra, por meio do CIN-DF. A edição de 2026 tem o apoio do Sindicato das Indústrias da Informação do Distrito Federal (Sinfor-DF), que representa o setor contemplado neste ano. São parceiros a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), o Sebrae no DF, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), a Secretaria de Relações Internacionais do DF, o Programa de Apoio à Competitividade das Micro e Pequenas Indústrias (Procompi), gerenciado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e pelo Sebrae, os Correios, a Universidade Católica de Brasília e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial do DF (Senai-DF).

No primeiro ciclo, em 2024, o Exporta DF atendeu empresas de moda e vestuário. A edição do ano passado foi dedicada a indústrias de alimentos e bebidas e de beneficiamento de grãos. Ao todo, 38 empresas já concluíram o programa.

Texto: Samira Pádua
Fotos: Bruno Frauzino/Sistema Fibra
Assessoria de Comunicação do Sistema Fibra
 
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