Sistema Fibra participa da Conferência Livre ODS

18 5 2026 1ª Conferência Nacional dos ODS no IDP Foto Victor Hugo Pessoa 2 1 de 1.jpg 2O Distrito Federal recebeu na segunda-feira, 18 de maio, a Conferência Livre ODS, que integra o processo preparatório para a 1ª Conferência Nacional dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). O encontro, na unidade da Asa Sul do Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP), reuniu representantes da administração pública, do setor produtivo, do terceiro setor, da academia e da sociedade civil.

Os participantes debateram propostas relacionadas ao desenvolvimento sustentável, à inovação, à inclusão produtiva e ao fortalecimento, na capital federal, da Agenda 2030, um plano de ação global das Nações Unidas.

O encontro foi correalizado pelo Sistema Fibra, pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) no DF, pela Coalizão pelo Impacto e pelo Instituto Felicidade para Todos, em parceria com o IDP, o Instituto Sabin, o Instituto + Brasal, o Instituto BRB, o Instituto Gabriel Gastal, a GPS Foundation, o Instituto Global ESG, a Fundação Getulio Vargas e a Fundação Gol de Letra.

O tema da conferência local foi Construindo Coletivamente Soluções Sustentáveis para o Futuro do DF, com o objetivo de fortalecer o papel estratégico da indústria, da inovação e das parcerias multissetoriais na transformação dos territórios e na promoção de soluções sustentáveis.

“São assuntos que devem ser tratados com pragmatismo e sem demagogia. Reunir entidades para discutir a Agenda 2030 é um movimento fundamental para que as propostas extraídas aqui sejam viáveis e realistas”, afirmou, na abertura do evento, o 1º vice-presidente da Federação das Indústrias do DF (Fibra), Pedro Henrique Verano. Ele destacou a importância do setor industrial para o desenvolvimento. “Ambientes industrializados não têm apenas maior renda, mas têm renda mais bem distribuída. Esse fator reduz desigualdade, aumenta a escolaridade média e amplia a entrega de serviços para o cidadão. Regiões industrializadas também são mais inovadoras, mais tecnológicas e, consequentemente, mais sustentáveis.”

Além de Verano, compuseram a mesa de abertura o conselheiro do Tribunal de Contas do Distrito Federal André Clemente, o gerente de Políticas Públicas do Sebrae no DF, Jorge Adriano Soares, a chefe de Pesquisa do Instituto Felicidade para Todos, Ana Paula Inglês, e o conselheiro da Coalizão pelo Impacto Gabriel Cardoso.

Definição de propostas
Após a abertura oficial, os participantes assistiram à palestra Inovação com Impacto: Tecnologia, ESG e Inclusão Social como Caminhos para o Desenvolvimento Sustentável, com a especialista em ESG Cristina Castro.

Em seguida, eles se dividiram em dois grupos para debater dois eixos da conferência nacional: o Eixo 3 (inclusão social e combate às desigualdades) e o Eixo 4 (inovação tecnológica para o desenvolvimento sustentável).

Cada grupo discutiu três propostas centrais e definiu aquela que pode ser apresentada na 1ª Conferência Nacional dos ODS, prevista para ocorrer em Brasília, de 29 de junho a 2 de julho. Para isso, a equipe de representantes da conferência do DF, eleita no encontro local, terá de entregar um relatório que comprove o cumprimento dos requisitos para seguir para a etapa nacional.

A delegada eleita foi a assessora de Responsabilidade Social do Sistema Fibra, Cida Lima, e os suplentes são o gerente de Políticas Públicas do Sebrae no DF, Jorge Adriano Soares, a diretora institucional do Instituto Gabriel Gastal, Sarah Tolentino, e a chefe de Pesquisa do Instituto Felicidade para Todos, Ana Paula Inglês.

As pautas aprovadas foram:

  • Eixo 3: Inclusão social e combate às desigualdades

Educação inclusiva e empreendedorismo: mobilizar a adoção de práticas de ensino emancipadoras e inclusivas, para eliminar barreiras de acesso e permanência, pela articulação entre o poder público, o terceiro setor e a iniciativa privada, promovendo o direito à educação ao longo da vida como instrumento de redução das desigualdades e de fortalecimento da cidadania plena por meio da qualificação profissional e o estímulo do empreendedorismo no DF.

  • Eixo 4: Inovação tecnológica para o desenvolvimento sustentável

Ecossistema de inovação como motor do desenvolvimento sustentável: articular o setor produtivo, o governo, a academia e a sociedade civil para o desenvolvimento de soluções dos desafios sociais, ambientais e econômicos locais, posicionando o DF como referência na implementação prática da Agenda 2030, fortalecendo, assim, o ecossistema de inovação, ciência e tecnologia local.

 
Texto: Dayane dos Santos
Fotos: Victor Hugo Pessoa/Sistema Fibra
Assessoria de Comunicação do Sistema Fibra
 
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1ª Conferência Nacional dos ODS

Brasil Mais aumentará a eficiência das empresas

O presidente da República, Jair Bolsonaro, assinou, nesta terça-feira (18/3), decreto de criação do programa Brasil Mais. Coordenado pelo Ministério da Economia, o Brasil Mais será gerido pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI). A execução caberá ao Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e ao Serviço Brasileiro de Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

O Brasil Mais tem o objetivo de aumentar a eficiência das empresas e ampliar a produtividade e a competitividade do setor produtivo brasileiro em uma jornada de transformação digital. A meta é atender 200 mil micros, pequenos e médios empreendimentos da indústria, do comércio e de serviços de todo o território nacional, até 2022. O programa reúne metodologias e ferramentas de baixo custo voltadas para melhorar a capacidade de gestão e de produção, reduzir desperdícios e aprimorar processos, em um cenário de transformação digital.

“O Brasil Mais tem como principal objetivo apoiar empresas da indústria, comércio e serviços, de todo o território nacional, para que elas consigam obter ganhos na produtividade e se tornem mais competitivas”, afirma o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade.

O secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade, do Ministério da Economia, Carlos Da Costa, afirmou que “o programa Brasil Mais foi desenhado, em parceria e usando a experiência e estrutura do Senai, Sebrae e ABDI, para promover uma grande transformação no tecido produtivo brasileiro, a partir do desenvolvimento das capacidades gerenciais mais críticas para ganhos de produtividade”.

Para participar do programa, as empresas devem se cadastrar por meio do portal gov.br/brasilmais, responder a um questionário para avaliar o grau de maturidade, de produtividade e de gestão. Depois dessa etapa, a companhia será encaminhada para o atendimento assistido de um dos parceiros do Brasil Mais: Sebrae ou Senai.

“Ao promover a melhoria de processos produtivos e de gestão, o Brasil Mais vai contribuir para iniciar a jornada de transformação digital do setor produtivo, favorecendo o aumento de produtividade das empresas e a competitividade do país”, disse o presidente da ABDI, Igor Calvet. A ABDI terá a missão de administrar a plataforma do programa e realizar a gestão de dados, “o que contribuirá para o monitoramento dos resultados do programa e a formulação de ações futuras voltadas para micro, pequenas e médias empresas”, segundo Calvet.

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Segundo o presidente do Sebrae, Carlos Melles, “o aumento da produtividade brasileira passa necessariamente pela micro e pequena empresa, que representa 99% dos negócios do país. Acreditamos que o Brasil Mais será a porta de entrada para disseminar melhorias gerenciais e inovações tecnológicas de modo a aumentar a participação dos pequenos negócios no PIB, de 27% para 40% na próxima década”.

Senai e Sebrae executarão o programa

Parceiros estratégicos da iniciativa, Senai e Sebrae serão responsáveis pelos atendimentos às empresas e pela aplicação das metodologias, divididas em dois eixos: Melhores Práticas Produtivas (Senai) e Melhores Práticas Gerenciais (Sebrae). O Senai contribuirá para a melhoria de processos produtivos dos clientes de indústrias. A instituição atenderá estabelecimentos que variam de 11 a 499 funcionários. Fará a capacitação profissional, promovendo o aprendizado coletivo em grupos de seis a oito empresas, e conduzirá consultorias especializadas em práticas e tecnologias que potencializem os resultados da produção, com base nas metodologias de manufatura enxuta. Serão 1,3 mil consultores atuando em todo território nacional, além de professores e tutores dos cursos de capacitação, online e presenciais, e equipes de suporte.

O Sebrae atenderá micros e pequenas empresas, prioritariamente, de comércio e serviços. O órgão vai oferecer orientação técnica e consultorias individuais, para que os clientes aperfeiçoem habilidades e práticas gerenciais. Após um diagnóstico aprofundado da gestão da firma, será desenhado um plano de ação customizado contemplando um pacote de consultorias especializadas em gestão e inovação para cada empresa assistida pelo Brasil Mais. O parceiro disponibilizará 1,1 mil Agentes Locais de Inovação (ALI) em parceria com o CNPq, que terão a função de acompanhar as empresas de forma individualizada, além de centenas de consultores que realizarão atendimentos especializados. As micros e pequenas empresas que optarem por esse eixo deverão ter receita bruta de até R$ 4,8 milhões.

Brasil Mais será dividido em etapas

A primeira etapa dessa jornada do programa Brasil Mais é a otimização. O objetivo é que as empresas atendidas consigam reduzir desperdícios, aumentar a produtividade e melhorar processos e custos. A partir da intervenção, espera-se que as empresas adotem uma gestão baseada em indicadores e, assim, melhorem seu posicionamento no mercado e aumentem suas vendas. Para isso, a iniciativa capacitará os clientes e fornecerá agentes locais de inovação que farão acompanhamento técnico e ajudarão os empreendedores na escolha de melhores práticas produtivas e gerenciais.

Batizada de transformação digital, a segunda etapa tem como objetivo o suporte às empresas, para aperfeiçoar processos produtivos e gerenciais a partir da adoção de tecnologias digitais adequadas à realidade dos empreendimentos. Por fim, para as empresas que tiverem maturidade avançada, o programa prevê uma terceira fase dedicada a acelerar a adoção de tecnologias de Indústria 4.0. Para essa última fase, em 2020, serão realizados projetos pilotos com o objetivo de testar a metodologia proposta.

Após a validação desse processo, o método será aplicado em um número maior de empresas. A iniciativa vai oferecer, além dos atendimentos e orientações, conteúdo digital composto por Manuais de Melhores Práticas Produtivas e Gerenciais, podcasts, e-books, acesso a links de cursos de capacitação e até ferramentas de autodiagnóstico, que auxiliam gestores a compreenderem a maturidade das empresas segundo um modo de produção, gerência e adoção de ferramentas digitais.

Programa acompanhará empresas por até seis meses

O Brasil Mais vai atender indústria, comércio e serviços. A parte dos atendimentos assistidos das empresas deve durar de três a seis meses. Os parceiros estratégicos custearão o programa junto com as empresas.

Na fase 1 do eixo de Melhores Práticas Produtivas, as empresas pagarão uma taxa de R$ 2,4 mil, que é o custo de 16 horas de consultoria individual. Na fase da digitalização, a contrapartida das empresas será de R$ 6 mil, correspondentes a 40 horas de consultorias oferecidas pelo Senai, acrescidos dos custos dos sensores e do sistema de monitoramento on-line, a ser definido.

No eixo de Melhores Práticas Gerenciais, o atendimento, prestado pelo Sebrae, terá como contrapartida das empresas cerca de R$ 1.200, podendo variar de acordo com o tipo de consultoria necessário para cada empresa. O objetivo é que, com a melhoria dos processos de gerenciamento e produção, as empresas atendidas recuperem o valor investido em poucos meses.

Resultados devem incluir melhorias na gestão, no planejamento e na liderança

O programa Brasil Mais será executado até dezembro de 2022. Os resultados do projeto e suas vantagens continuarão a produzir benefícios às empresas atendidas. Como legado do programa, espera-se que os empresários aprimorem sua visão sobre a liderança, a gestão e os processos produtivos de sua empresa, além de melhorar a capacidade de planejar nos curto e longo prazos, identificar oportunidades de investimentos e adotar uma cultura de melhoria contínua.

Texto: Agência CNI de Notícias
Foto: Isac Nóbrega/Presidência da República e José Paulo Lacerda/CNI
Assessoria de Comunicação do Sistema Fibra